Espanha vence Bélgica (2-1) e vai enfrentar França nas semifinais da Copa
A Espanha se classificou para as semifinais da Copa do Mundo pela segunda vez em sua história nesta sexta-feira (10), ao derrotar a Bélgica por 2 a 1 no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos, graças a um gol decisivo de Mikel Merino aos 43 minutos do segundo tempo, e vai enfrentar a França, valendo uma vaga na grande final.
Merino já havia sido o herói da partida das oitavas de final contra Portugal (1 a 0) marcando o gol da vitória nos acréscimos (90'+1).
Os espanhóis se classificaram assim para as semifinais da Copa do Mundo pela segunda vez em sua história após 2010, ano em que conquistaram o título mundial. Sessenta anos antes, a Espanha participou do quadrangular final no Mundial de 1950, no Brasil.
Nesta sexta-feira, Fabián Ruiz colocou a Espanha em vantagem aos 30 minutos de jogo ao aproveitar uma rebatida do goleiro Thibaut Courtois após um chute de Dani Olmo.
Pouco antes do intervalo, aos 41 minutos, Charles De Ketelaere desviou de cabeça para o fundo da rede e deixou tudo igual no placar. Foi o primeiro gol sofrido pela 'Roja' no torneio.
Aos 26 minutos do segundo tempo, os 'Diabos Vermelhos' perderam o goleiro Thibaut Courtois, que vinha tendo uma atuação brilhante até aquele momento, devido a uma lesão na coxa esquerda. Ele foi substituído por Senne Lammens.
O goleiro substituto não conseguiu segurar um chute de Pau Cubarsí de fora da área e Merino voltou a mostrar oportunismo ao aproveitar a sobra e mandar para o fundo da rede, garantindo a classificação da Espanha (88').
"É surreal que isso tenha acontecido comigo em duas partidas consecutivas", admitiu Merino após o jogo. "Eu não poderia imaginar algo assim nem nos meus melhores sonhos: outro gol nos minutos finais. Achei que levaria muito tempo para repetir um feito desses... e, no entanto, consegui logo na partida seguinte!", observou.
- Vingança 40 anos depois -
Esta classificação, conquistada com muita luta e drama, também representou uma espécie de redenção para a 'Roja', uma equipe que, assim como a Bélgica, teve um início hesitante na Copa do Mundo de 2026 antes de ganhar impulso.
Além disso, a Espanha vingou, 40 anos depois, uma de suas lembranças mais dolorosas de uma época em que sua presença no cenário mundial era definida apenas por raros momentos de alegria em meio a repetidas decepções.
Foi na Copa do Mundo de 1986, no México, após a noite mágica de Emilio Butragueño, que marcou quatro gols na vitória por 5 a 1 sobre a Dinamarca, nas oitavas de final, em Querétaro.
Com a perspectiva de um possível confronto contra a Argentina de Diego Maradona, que mais tarde se sagraria campeã, a Espanha enfrentou a Bélgica quatro dias depois, em Puebla. Mas um pênalti perdido por Eloy Olaya eliminou os espanhóis.
No entanto, o status da 'Roja' se transformou nos últimos 20 anos, marcados pela conquista de uma Copa do Mundo (2010), três Eurocopas (2008, 2012 e 2024) e uma Liga das Nações (2023).
"Esse é o caráter da equipe, a mentalidade que sempre adotamos. Reitero o orgulho que sinto de um time tão comprometido e com tanta vontade de evoluir", disse De la Fuente logo após a partida.
"Diante de um adversário muito difícil, fizemos o suficiente para vencer com mais tranquilidade, mas a competição aqui é muito acirrada. É sempre difícil vencer numa Copa do Mundo", destacou.
A 'Roja' disputará uma vaga na final na terça-feira (14), em Dallas, contra a atual vice-campeã, a França, que na quinta-feira eliminou o Marrocos (2-0).
Antes do tão aguardado duelo contra a seleção francesa, a Espanha contou com o retorno do atacante Nico Williams, que entrou no final da partida desta sexta-feira pela primeira vez desde a lesão sofrida contra o Uruguai.
Já do lado belga, as entradas de Romelu Lukaku e Axel Witsel não foram suficientes para a equipe de Rudi Garcia, que, ainda assim, deu um susto em uma das favoritas ao título.
"Acho que eles duvidaram num certo momento, especialmente quando empatamos", disse o técnico dos 'Diabos Vermelhos', Rudi Garcia. "Estivemos perto de continuar a aventura. Ela termina hoje, e temos de aceitar isso".
L.Bergmann--BVZ