Rubio chega à Islândia para reforçar controle americano sobre o Ártico
O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, chegou à Islândia na tarde desta segunda-feira (5) no início de uma visita a três países europeus a fim de pressionar por uma influência maior de seu país no Ártico, após o acordo sobre a Groenlândia.
Rubio tem reuniões previstas em Reykjavik, capital islandesa, "para discutir a cooperação nas áreas da economia e da segurança", segundo um comunicado do Departamento de Estado.
A visita ocorre após o acordo de segurança sobre a Groenlândia, firmado com a Dinamarca e a ilha no Ártico há cerca de dez dias, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
O acordo representa, a princípio, o fim das ameaças de Trump de adquirir ou até anexar a Groenlândia, questão que havia tensionado as relações entre os Estados Unidos e a União Europeia.
Pouco antes de partir, Rubio descreveu a Groenlândia como "uma boa amiga dos Estados Unidos".
"Então, esta é a oportunidade de fazer uma parada lá e nos reunirmos... Na verdade, é o resultado de uma conversa que tive com seus dirigentes na cúpula da Otan no início deste ano", afirmou Rubio.
Trump causou polêmica no começo de setembro ao compartilhar um mapa gerado por inteligência artificial, no qual o território da América do Norte, Groenlândia e Islândia apareciam cobertos pela bandeira dos Estados Unidos.
A Islândia convocou o embaixador americano em Reykjavik "para deixar claro que aquela imagem era totalmente inadequada".
Pouco antes, no fim de agosto, 52,8% dos islandeses votaram em um referendo contra a retomada das negociações de adesão à União Europeia, congeladas desde 2013.
Desde sua independência, em 1944, a Islândia nunca teve Exército e depende, na área da segurança, da Otan e de um acordo bilateral de defesa firmado com os Estados Unidos em 1951.
Washington considera fundamental manter uma base permanente na Islândia para reforçar seu controle sobre as vias de acesso ao Ártico, cobiçadas pela Rússia e pela China.
Depois da Islândia, Rubio se dirigirá a Atenas para participar de um "diálogo estratégico" com a Grécia, membro da Otan, sobre a segurança regional e energética, segundo o Departamento de Estado. Ele concluirá sua viagem à Europa com uma breve escala em Lisboa.
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S.Friedrich--BVZ