Berliner Volks-Zeitung - Confronto entre guerrilha colombiana ELN e forças venezuelanas deixam um morto

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Confronto entre guerrilha colombiana ELN e forças venezuelanas deixam um morto
Confronto entre guerrilha colombiana ELN e forças venezuelanas deixam um morto / foto: Daniel Muñoz - AFP/Arquivos

Confronto entre guerrilha colombiana ELN e forças venezuelanas deixam um morto

Um confronto entre membros do grupo guerrilheiro colombiano ELN e a Guarda Nacional Bolivariana no sudeste da Venezuela, perto da fronteira com a Colômbia, deixou um morto e pelo menos cinco feridos, informou à AFP a ONG Fundaredes nesta quarta-feira (30).

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O confronto, ocorrido na segunda-feira na localidade de Junín, perto da fronteira com a Colômbia, é o primeiro entre as forças de segurança venezuelanas e o ELN desde a chegada ao poder do presidente colombiano de direita Abelardo de la Espriella.

"Falam de cinco feridos e um morto", informou à AFP o diretor da Fundaredes, Javier Tarazona, que passou cinco anos preso por denunciar, entre outras coisas, os movimentos da guerrilha na região.

Ele acrescentou que os feridos foram transferidos de Junín para a cidade vizinha de Rubio, no estado de Táchira, onde receberam atendimento em uma clínica local.

O ELN é um de vários grupos armados envolvidos com o narcotráfico, o garimpo ilegal e o contrabando ao longo da porosa fronteira de 2.200 quilômetros entre a Venezuela e a Colômbia.

Segundo Tarazona, a situação na região mudou desde a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelo exército americano, em janeiro e, sobretudo, desde a chegada de De la Espriella ao poder, em agosto.

Ao contrário de seu antecessor de esquerda, Gustavo Petro (2022-2026), que tinha iniciado negociações de paz com os grupos armados, De la Espriella prometeu combater frontalmente o crime organizado no país, com o apoio dos Estados Unidos.

Sua ofensiva contra os guerrilheiros na região de fronteira provocou "um deslocamento importante desses grupos (colombianos) para a Venezuela", disse Tarazona.

O ativista apontou, ainda, "uma disputa interna" no novo governo interino da Venezuela, entre setores "favoráveis a limpar o território venezuelano dos grupos armados" e outros "que continuam entendendo esses grupos como uma força armada de proteção da revolução".

O presidente deposto Maduro foi acusado, durante seus anos no poder (2013-2025), de oferecer refúgio em território venezuelano aos rebeldes colombianos de esquerda.

Em uma reunião em Nova York na semana passada, a Colômbia e outros 14 membros latino-americanos da aliança Escudo das Américas, criada por iniciativa de Trump, acordaram sancionar tanto os membros quanto os simpatizantes do ELN e de outras 23 organizações criminosas da região.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu na terça-feira um aviso para que seus cidadãos não viajem à fronteira entre a Colômbia e a Venezuela "devido à criminalidade, aos sequestros, aos conflitos entre grupos armados e ao risco de detenção", segundo um comunicado.

S.Pfeiffer--BVZ