'Que passe rápido para esquecer', diz Borja Iglesias sobre possibilidade de cumprimentar Trump
O jogador da seleção espanhola Borja Iglesias declarou na sexta-feira (17) que, se tiver que cumprimentar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caso a 'Roja' seja campeã mundial, espera que esse momento "passe muito rápido" para "esquecê-lo".
Trump será um dos 80 mil presentes na final da Copa do Mundo no domingo, entre Espanha e Argentina, e está previsto que ele entregue o troféu e parabenize a equipe vencedora.
O jogador de 33 anos, que nunca escondeu suas posições políticas ao longo da carreira, declarou em uma entrevista à Revista Panenka, veículo de imprensa espanhol especializado, que cumpriria o protocolo em caso de vitória para evitar polêmicas.
"Não tenho vontade nenhuma de ir para a cadeia (risos). É algo em que já pensei, e até imaginei. Espero cumprimentá-lo num momento em que todos estejamos muito felizes, que tudo passe rápido e que depois eu esqueça", respondeu Iglesias sorridente, ciente de que um encontro com Trump seria o preço a pagar em caso de título.
"Acho que não é o momento de gerar polêmica. As pessoas sabem exatamente qual é a minha posição. Eu adoraria fazer muitas coisas, mas a realidade é que, embora possam pensar que sou todo-poderoso, não tenho poder suficiente para enfrentar certas questões", acrescentou o atacante do Celta de Vigo.
Apelidado de "El Panda", Iglesias sempre se posicionou politicamente nos últimos anos.
Em 2023, após o beijo não consentido dado pelo ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF) Luis Rubiales na jogadora Jenni Hermoso, ele deixou de representar a seleção espanhola "até que as coisas mudem" e exigiu que "tais atos não fiquem impunes".
Já em 2025, semanas após os protestos pró-Palestina que afetaram o andamento da Volta a Espanha de ciclismo, Iglesias manifestou apoio a essas manifestações em eventos esportivos.
A Espanha enfrentará a Argentina no domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Além de Donald Trump, o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, também estarão presentes na tribuna presidencial.
M.Kraus--BVZ